A importância dos grupos de jovens

Fernanda Rubio Geromel 18 nov 2011 0

Os grupos de jovens são pequenos grupos ligados a uma paróquia da Igreja Católica, formados por jovens que se reúnem frequentemente com o objetivo de refletir e debater temas bíblicos ou da atualidade.
Cada grupo é constituído normalmente por cerca de dez a quinze pessoas e tem o seu carisma próprio e maneira existir. Não existe propriamente um modelo, pronto a ser copiado. Regra geral: existe um grupo de duas ou três pessoas responsáveis pela animação, que reunião após reunião, deverá ir delineando as características do grupo.
Contudo, existem elementos que são comuns à maioria dos Grupos de Jovens. Por exemplo, o fato de ter como base um grupo de amigos que partilham a mesma fé; o fato de estarem atentos aos problemas sociais, respondendo de uma forma ágil e voluntária; e serem uma parte ativa da vida para a paróquia onde estão inseridos.
Na maioria das paróquias, estes grupos reúnem-se aos sábados ou domingos, embora naturalmente haja grupos que escolham outros dias da semana para as suas reuniões.
A periodicidade das reuniões depende da especificidade de cada grupo. Contudo, a larga maioria dos Grupos reúne-se uma vez por semana, por cerca de uma hora.
As reuniões geralmente podem começar com oração inicial e pode terminar com uma oração final. Cada reunião pode ter um tema que serve de trabalho principal de discussão, debate e reflexão. Nestas reuniões são também decididas e divulgadas atividades propostas, ensaiadas músicas e danças etc.
Um Grupo de Jovens de verdade é exigente! Tem tarefas, brigas, treinamentos, estudos e muita oração e ação. Na verdade, no grupo se aprende coisas que não se falam na escola ou na família, e isso é bom! Descobre-se então, que é também lugar de crescimento.
O Jovem cresce no Grupo. Mas para isso, além de amor e da opção pelos jovens, expressos em documentos da Igreja latino-americana, é necessário saber como convocar, reunir e o que fazer para que o grupo de jovens caminhe para e frente, e não em círculos. O que pressupõe um jeito de trabalhar em várias etapas pelas quais passam os jovens e, que não podem ser queimadas. O ponto de partida são as necessidades sentidas no contato com a realidade.
É bonito ver o jovem que faz uma caminhada com o grupo, crescendo na fé, no relacionamento com o outro e consigo mesmo, na consciência crítica e na ação prática. Neste último aspecto, no entanto, acredito que precisamos ser mais criativos e ousados. Faltam aos grupos de jovens ações concretas. É preciso dar um passo a mais. Descobrir “bandeiras de luta” que sejam atraentes e mobilizem os jovens, nas diferentes realidades em que vivem.

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